quinta-feira, 27 de junho de 2013

Resenha do livro "A Cabana", de William P. Young.

A Cabana conta a história de Mackenzie Allen Phillips, que durante muito tempo viveu imerso em um mar de dor e sofrimento ocasionado pelo sequestro e morte de Melissa, sua filha mais nova. Mack, qual também é denominado, nunca foi um beato e, desde a perda de Missy, forma carinhosa pela qual chamavam a Melissa, sua relação com o Celestial deteriorou. Transcorrido algum tempo desde o nefasto ocorrido, em uma manhã gelada de inverno, Mack recebe um misterioso bilhete até então supostamente escrito por Deus, convidando-o a volver a cena do homicídio de Melissa, uma cabana vetusta e de dificílimo acesso à cidade de Joseph. A vida de Mackenzie Allen Phillips nunca mais seria a mesma após retornar ao palco de sua recordação mais dantesca e pesarosa...

Willie, um amigo de Mack é quem narra à história, sendo seu foco, portanto, relatar o que se passou com seu amigo durante sua estada à cabana. Este livro está dividido em prefácio, dezoito capítulos, um posfácio, uma parte dedicada aos agradecimentos do autor. Cada capítulo possui sob do título uma citação de autores distintos.

Mackenzie Allen Phillips teve uma infância muito difícil, seu pai era alcoólatra, agredia a esposa e a ele com assiduidade. Aos treze anos Mackenzie fugiu de casa, e desde então nunca mais reviu nem seu pai nem sua mãe. Passou por muitas dificuldades, até que casou-se com Nan, com quem teve cinco filhos: Jon, Tyler, Josh, Katherine (Kate) e Melissa.

Mack decide por fazer um passeio de férias com Missy, Kate e Josh, eles vão até uma Reserva na cidade de Joseph. Mack estava se preparando para seguir viajem quando a canoa em que Kate e Josh faziam um passeio, – cedida por seus novos amigos do camping – vira e Josh não consegue emergir, Mack sai em disparada para salvar a Josh e também a Kate – embora esta tenha conseguido emergir -, deixando Missy sozinha perto do trailer. Quando retonam não encontram a Missy, e assim, dá-se inicio a uma procura pela menina. A melhor pista que conseguem é que uma criança trajando semelhante à Melissa fora levada em um jipe verde por um homem desconhecido.

 As autoridades encontram na cena do crime um broxe de joaninha com detalhes específicos que o FBI após examinar percebe ser a assinatura do Matador de Meninas, um misterioso assassino do qual nada se sabia, exceto essa peculiar assinatura. Qual supracitado, algum tempo depois se descobre uma velha cabana, onde encontram o vestido que a menina trajava e uma possa de sangue...

Os anos passam e, em uma fria manhã de inverno, sozinho na residência de sua família, Mackenzie decide sair à rua e conferir sua caixa de correspondências - nevara a noite toda e ainda o sucedia -, o gelo cobria todo caminho, deixando-o escorregadio, com muita dificuldade Mack chega até a o portão, quando retira a correspondência, surpreende-se com um bilhete singelo no qual o signatário “Papai” o convidava a retornar à cabana. Pensando ser uma brincadeira de mau gosto, ele retorna a casa, porém, no trajeto de volta ele escorrega e fere-se. Já em sua sala-de-estar, ele resolve checar se o tal bilhete era uma brincadeira de seu carteiro, mas, para sua surpresa, o tal sequer conseguira chegar à sua rua, dada as condições do trajeto ocasionadas pela nevasca.

Mack decide não falar nada para sua família por tratar-se de um assunto doloroso. Não obstante, colhendo do ensejo de uma viajem que Nan faria com as crianças para a casa de sua irmã, Mackenzie dirime por ir à cabana. Pede a seu amigo Willie o jipe emprestado, este preocupado com o amigo cede-lhe inclusive uma arma para no caso de ser o assassino, Mackenzie poder se defender.

Depois de chegar à cabana e encontrar com a Santíssima Trindade personificada de uma forma muito peculiar pelo autor, Mack passa por um processo de aproximação de Deus. Aos poucos Mackenzie vai aceitando e aprendendo a lidar com a tragédia que abalou não apenas a sua vida, mas a de sua família toda. Papai era na verdade, uma forma afetuosa pela qual Nan chamava a Deus.

Durante sua estada, Allen trava muitos diálogos cujos temas envolvem religião, fé, e claro, a perda de sua filha. Nosso protagonista aprende a perdoar e, no decorrer do tempo vai se distanciando de seu pesar. Perto do fim de sua estada na cabana com a Santíssima Trindade, Deus resolve levá-lo para um passeio – a esta altura Mackenzie já havia passado por inúmeras experiências e mudado muito – essa excursão seria a parte final, por assim dizer, de sua jornada na cabana, Papai mostra a Mack onde estava o corpo de Missy e, juntos, transladam-no de volta a choupana. Ao chegarem, Jesus havia preparado um esquife de madeira para depositarem os restos de Melissa e, no jardim que Sarayu (nome dado pelo autor ao Espírito Santo) havia limpado uma área, foi inumada a criança.

Quando Mack retonava à sua residência, sofre um acidente de carro e passa dias internado em estado grave em um hospital. Para surpresa de nosso protagonista, ele nunca chegara à cabana... Na sua jornada rumo ao tugúrio um carro cruza o sinal vermelho colidindo com o seu jipe, ele passa três dias internado em estado de profundo coma. Mas, após se recuperar, junto com a polícia de Joseph, ele vai até o local onde estivera com Deus – ao menos em sonho - para resgatar o corpo de Melissa e, para assombro de todos, lá estava! Algum tempo depois, a polícia através das pistas encontradas no local onde o corpo de Missy foi esconso pelo Matador de Meninas, pode efetuar a prisão deste. Mackenzie depôs no julgamento do mesmo e explanou como encontrou o local, por mais inacreditável, comovente e surpreendente que fosse.

Embora este livro demonstre-se surreal, puramente fictício, e, em alguns momentos passar a impressão de que autor é um alienado, a ideia por detrás da narrativa é interessante e, a própria história chega a ser comovente.  Devo admitir que, achei algumas coisas um pouco difíceis de deglutir, mas muitas das ideias que Young insere nas práticas entre a Santíssima Trindade e Mackenzie vai ao encontro de minha visão acerca de fé e religião. Muito mais importante que seguirmos uma religião, é termos fé e confiança em Deus e seus desígnios. De nada adianta sermos excessivamente devotos a uma religião, se não o fazemos de coração. Não existe uma religião boa ou má, desde que sua crença seja em Deus na sua plenitude e ela lhe trouxer paz, então ela é boa. Deus é um só, não importa o credo, se espírita, católico, protestante, budista ou judeu. Nenhum ser humano detém a verdade, somos falhos e insignificantes ante a magnificência do Divino. A forma que William retratou a Santíssima Trindade foge dos padrões tradicionais, porquanto supracitei que em alguns momentos o autor parece ser um alienado e tudo mais, porém de certo modo compreendo esta escolha: ele visa quebrar essa imagem convencional que temos, mostrando que o Celestial está acima de todos os nossos conceitos prévios e circunscritos. Ou como ele próprio diz “nada é um ritual”. Deus que é infinito vê, pensa e age de uma forma muito além do que nós, seres humanos limitados somos capazes de compreender.

Por mais que esta história possa parecer surrealista, e por mais complexa que seja a forma qual o literato visa expressar e levar ao público a sua ideia, eu recomendo esta obra a todas as pessoas que têm ou que buscam uma ideia de fé livre de certos dogmas e convenções que discriminam e que julgam. Liberdade não é sinônimo de libertinagem. O que o autor tenta oferecer é uma visão mais ampla da fé, dentro dos princípios bíblicos, é claro. É um livro iconoclasta quando comprado a nossas convenções sobre a face da fé. Trata-se de um escrito dirigido a um publico mais maturo por que exige bastante reflexão. É um texto a ser debatido, pois qual disse, possui algumas coisas difíceis de deglutir e, além do mais, cada um de nós vê as coisas apenas sob uma óptica, sob sua orientação religiosa.

William P. Young nasceu em Alberta, no Canadá em 11 de maio de 1955, mas passou grande parte de sua infância em Papua, Nova Guiné, junto com seus pais missionários, em uma comunidade tribal. Pagou seus estudos religiosos trabalhando como DJ, salva-vidas e em diversos outros empregos temporários. Formou-se em Religião em Oregon, nos Estados Unidos. 

terça-feira, 25 de junho de 2013

Crepúsculo (livro)

Bella Swan muda-se da ensolarada Phoenix, Arizona para a chuvosa cidade de Forks, Washington, para viver com seu pai, Charlie, o chefe dapolícia local. Segundo ela, a sua mãe (Renée) sentia-se triste por não poder acompanhar o seu novo marido (Phil Dwyer) aos jogos de basebol, pois este é um jogador da segunda divisão e, então, Bella decide mudar-se para dar mais espaço ao casal.
A chegada de Bella a Forks desperta imensa curiosidade em toda a gente. Esta é uma cidade calma, onde todos se conhecem e, por isso, a sua chegada era bastante aguardada. Na escola, Bella conhece vários colegas logo no primeiro dia de aulas e torna-se amiga de Mike, Jessica, Angela, Eric e Tyler.
Bella depressa descobre como seria monótona e entediante a sua vida em Forks, caso Edward Cullen, o misterioso rapaz que se senta a seu lado na aula de Biologia, não lhe despertasse tanta curiosidade e servisse de fugida à sua rotina diária. No primeiro dia que ela o vê, Edward aparenta sentir repugnância por ela, chegando mesmo a tentar mudar os seus horários para evitá-la, uma vez que o cheiro do sangue de Bella era muito tentador para ele.
No entanto, quando um carro fora de controle está prestes a atropelar Bella no estacionamento da escola, Edward salva-a do perigo sobrenaturalmente, como é percebido pela jovem, que nota que ele estava muito distante de si para poder puxá-la da trajetória do veículo e que, o amasso deixado no automóvel após o embate, era em tudo semelhante à estrutura dos ombros do rapaz. Edward recusa-se, todavia, a falar sobre o assunto. Bella evita falar com ele durante algum tempo, mas no dia em que ela vai com as suas amigas até Port Angeles, mete-se, de novo, em apuros, de modo que Edward salva-a novamente. A partir deste instante, a cada passagem do livro, ambos acabam por se tornar cada vez mais próximos.
Ela acaba descobrindo por seu amigo Jacob Black, da tribo Quileute, que Edward e a sua família (os Cullen) são vampiros mas que não se alimentam de sangue humano, apenas de sangue animal.
Entretanto, Bella é apresentada à família Cullen. Todos gostam dela, menos Rosalie, a irmã de Edward e companheira de Emmett. Edward e Bella passam muito tempo juntos, e cada vez mais apaixonados. O vampiro é apresentado a Charlie e tudo parecia perfeito, até que tudo é lançado ao desespero quando James (um vampiro batedor) pousa os seus olhos em Bella. Ele fica sedento, e decide alimentar-se dela a todo o custo.
Após ter fugido do seu predador, Bella vê-se obrigada a reencontrá-lo, sob a suspeita do mesmo ter raptado a sua mãe. Bella dirige-se a um antigo estúdio de balé, no qual dançava quando era pequena, e onde James pretende matá-la. Edward, juntamente com os outros membros da família Cullen, consegue resgatá-la, antes que James consiga beber o sangue da adolescente. Bella segue para um Hospital em Phoenix de onde a mãe a tenta convencer a voltar para a sua beira. Bella rejeita a ideia, pois namora agora com Edward e não o quer deixar. Acaba a história num baile da escola, onde Bella aparece com o seu par (Edward) e onde aparece também Jacob Black, que traz uma mensagem do seu pai, Billy, que diz para Bella se afastar de Edward. Nem ela nem Jacob percebem o que quer exactamente dizer esta mensagem, pois por esta altura Jacob ainda não sabe que é lobo, ou seja, o inimigo natural dos vampiros.

domingo, 23 de junho de 2013

Como Fazer um Fanzine

Os fanzines nasceram na década de 80 com o movimento punk de forma muito parecida com o que esta acontecendo com os blogs hoje em dia. O objetivo era expressar suas idéias atraves do “faça você mesmo”. Sem depender de gráficas ou editoras, essas publicações independentes ganharam espaço e se mantém até hoje como uma forma de mostrar trabalhos, reportagens, quadrinhos. Muitos desenhistas e roteiristas iniciantes untilizam os fanzines para mostrar o que fazem, seja entre amigos e outros fanzineiros ou em grandes eventos, onde centenas dessas revistas são trocadas, vendidas e admiradas.
Vamos abordar o moodo mais simples de produzir um fanzine, através da fotocópia (Xerox é marca!). Então, mãos à obra.
1° Passo: A Idéia
Antes de começar a produção é preciso se perguntar: “do que meu fanzine vai falar?” Vai ser uma HQ? Vão ser apenas textos sem imagens? Vai ser um informativo? Vai ter matérias sobre cinema, astronomia ou mulheres? Um fanzine pode abordar vários temas a mesmo tempo, mas de uma forma geral ele precisa ter um foco, uma idéia central. Por exemplo: pode ser uma publicação com duas matérias sobre cinema, uma sobre uma estréia que está para acontecer, como o filme do Lanterna Verde, outra sobre a carreira de um diretor ou ator, como Zack Snyder. Mas posso ainda acrescentar mais 4 páginas de quadrinhos e criar uma sessão de correios (hã… e-mails). Pronto. Temos um fanzine. Os temas podem variar. Podem ser qualquer coisa do universo.
2° Passo: Conteúdo
Você já sabe do seu fanzine vai tratar (se não sabe, volte ao 1° passo). Agora você tem que produzir o conteúdo. Ninguém vai comprar um amontoado de folhas só porque você está vendendo (claro, SE você estiver vendendo-o). As pessoas vão comprar coisas que são do interesse delas. Para isso você precisa conhecer seu publico. O assunto do seu zine atinge que tipo de pessoas? Atinge nerds aficcionados por Star Wars? Atinge adolescentes fãs de animes sobre ninjas? Atinge fãs de poesia? Escreva/desenhe coisas do interesse dessas pessoas.
 
Quando seu conteúdo estiver pronto, não esqueça de revisar tudo o que está para ser publicado. Não é nada legal divulgar um trabalho com erros de grafia, mas a revisão não vale apenas para isso. Algumas vezes novas idéias surgem durante a simples observação do trabalho.
3° Passo: Publicação
Antes de mais nada, é preciso escolher o formato do seu zine. Se você optar por fazer um zine “formatinho”, no tamanho de um mangá da JBC ou Panini, por exemplo, pode fazê-lo apenas dobrando uma folha sulfite. Para um zine no formato americano, você vai precisar de uma folha maior. Ao dobrá-la, independente da escolha do tamanho da folha, você consegue automaticamente 4 páginas. Para utilizar bem isto, é preciso um pouco de raciocínio (um pouco mais que saber somar 2 + 2).
Vamos trabalhar com um fanzine de 4 páginas + capa. Para isso vamos precisar de 2 folhas de papel. A primeira folha terá a capa. Ela deve ser montada da seguinte forma:
A segunda folha terá num dos lados a última página do zine do lado esquerdo (a não ser que o sentido de leitura não seja o ocidental) e do lado direito a página 1. No verso da folha, coloque a página 2 do lado esquerdo e penúltima página do lado direito. Desta forma, ao juntar as folhas e dobrá-las, você permite que a leitura corra como numa revista, como no exemplo abaixo:

Caso seu fanzine tenha mais páginas, 12 por exemplo, basta seguir o exemplo abaixo. 
Após estruturado, basta tirar cópias doseu zine e distribuir, recebendo dinheiro pra isso ou não. Mesmo sem dinheiro, é um ótimo exercício de produção e uma experiência muito legal.

Leia o começo do 2º livro do Diário de um Banana: Rodrick é o Cara


Já falei aqui sobre o primeiro livro da série Diário de um Banana, e agora falo sobre o segundo (eu li todos!).
Desta vez, Greg faz uma coisa muito vergonhosa nas suas férias de verão. O pior de tudo é que o irmão dele, o Rodrick, viu o garoto fazer a tal coisa vergonhosa. E, como todo irmão mais velho que se preze, ele vai ameaçar e chantagear Greg durante o ano inteiro, até o último dos limites.
Greg acabou fazendo mais um monte de coisas vergonhosas para impedir que a história ficasse pública e o traumatizasse para o resto da vida. Mas ele também fez um monte de coisas engraçadas. E para mim, os cinco momentos mais divertidos do livro são:
  1. Rowley ganha um diário e propõe ao Greg que eles sejam chamados de Gêmeos do Diário(que brega!);
  2. Manny assiste a um filme de terror do Rodrick e começa a desenhar uns monstros assustadores;
  3. Greg faz a turma da escola fingir que Chirag Gupta é um “ser humano invisível“;
  4. Rodrick faz uma festa e chama seus amigos adolescentes, enquanto os pais estavam fora;
  5. Rodrick fica de castigo e tem de ensaiar com a sua banda (Fräwda Xeia) na garagem de casa.
Você aguentaria tanta chantagem para encobrir um segredo vergonhoso seu? Deixe um comentário! (Só um aviso: se você não comentar, vai ficar com o Toque do Queijo!)

resumo do livro Diário de um banana

Já no começo, Greg explica que aquilo não é um diário, mas sim um livro de memórias, que ele só está escrevendo porque quando for rico e famoso não quer perder tempo respondendo perguntas bestas o dia inteiro.O garoto que está prestes a se ingressar no Ensino Fundamental II,é acordado por seu irmão mais velho,Rodrick,e falou para ele que está atrasado pro seu 1o dia de aula. Ele desce pela escada e faz uma bagunça total na cozinha,mas quando seu pai desce também a escada,Greg descobre que são 3:00 da manhã. Toda a família vai ao quarto de Rodrick,mas quando chegaram,Rodrick estava dormindo. E assim Greg vai para a escola e reencontra vários colegas: Rowley ,Chirag ,Patty ,Fregley e também conhece uma menina que está no sétimo ano chamada Angie. Greg descobre um misterioso pedaço de queijo no asfalto da quadra e quase pega o misterioso Toque do Queijo,mas Chirag o impede e conta a história do queijo. Greg e Rowley vão ao quarto de Rodrick para ver o anuário do 6° ano de Rodrick. Eles viram algumas páginas chamadas "Os Favoritos da Turma" e queriam ser também. Rodrick os assusta,e persegue Greg até o quarto dele. Greg tinha que ir ao banheiro,mas Rodrick estava bloqueando a porta,e descobriu que estava só os tênis dele. Greg foi ao banheiro,aonde Rodrick o assusta,e acidentalmente,Greg urinou em Rodrick. Chega o Halloween,e Rowley está vestido de cavaleiro e Greg de Pirata. Eles vão pedir doces no Lado Norte,onde as pessoas mais ricas estão. Aí 3 adolescentes,jogaram espuma de extintor neles,e os atraem para a casa da avó de Greg.Onde se escondem até os adolescentes desaparecerem de sua vista.Chega o inverno e Greg acidentalmente quebra o braço de Rowley,e ele começa a ser famoso. Para ser famoso,Greg se ingressa na peça da escola:O Mágico de Oz: como uma árvore. E 3 adolescentes muito familiares foram até o ginásio e forçaram Rowley e Greg a comer o Queijo. Rowley come,mas quando Greg ai come-lo,disse que era alérgico a laticínios e fizeram Rowley comer todo o queijo,o Técnico Malone apareceu e os adolescentes fugiram. Todos os alunos correram para o ginásio e viram que o queijo não estava mais lá e Rowley começou a chorar. Greg falou que tinha se cansado da presença dele ali na quadra e tinha se livrado do queijo de uma ver por todas e também mentiu para proteger seu amigo.Os dois entraram para os favoritos da turma como "Amigos mais Fofos".

GRÊMIO ESTUDANTIL


O GRÊMIO É UMA ORGANIZAÇÃO SEM FINS LUCRATIVOS QUE REPRESENTA O INTERESSE DOS ESTUDANTES E QUE TEM FINS CÍVICOS, CULTURAIS, EDUCACIONAIS DESPORTIVOS E SOCIAIS.

PLANO DE AÇÃO para o biênio de 2013/2014

1 Finalidade do Grêmio
congregar e representar os estudantes da escola;
defender seus direitos e interesses;
cooperar para melhorar a escola e a qualidade do ensino;
incentivar e promover atividades educacionais e culturais, cívicas, desportivas e sociais;
realizar intercâmbio e colaboração de caráter cultural e educacional com outras instituições de caráter educacional.

2 Objetivos:
Geral:-
participar da construção do cidadão através de sua formação e atuação das forças sociais e educacionais ativas dentro da escola, não fugindo à sua responsabilidade na organização do trabalho escolar;

2.2 Específico:-
construir uma prática educativa que esteja de fato em concordância com o E.C.A. em relação aos direitos e deveres do aluno dentro da escola;
adequar a participação dos membros nas atividades da escola dentro dos horários que não os prejudiquem com os deveres escolares;;
possibilitar aos membros e alunos da escola a ajudarem no que compete a eles , uma cooperação na melhora do ambiente escolar;
proporcionar ocupação sadia do tempo do adolescente, nas aulas vagas e de entretenimento;
praticar exercício de cidadania.

3 Metodologia
A metodologia utilizada será do compromisso e intenção da construção permanente do indivíduo e da coletividade, com base em uma prática educativa e qualitativa, tendo como resposta social e pedagógica.

4 Atividades
a) Integrar os alunos e a comunidade, colaborando em eventos culturais como projeção de filmes, peças teatrais, gincanas, concursos de poesias, coral, festival de dança, de música, etc...
b) Campeonatos esportivos nas diversas modalidades,
c) Palestra sobre violência, drogas, sexualidade e meio ambiente, etc.
d) Campanhas de agasalho, de alimentos e de outros recursos para alunos carentes,
e) Jornal da escola,
f) Premiação dos alunos destaques nas diversas modalidades,
g) Participação no Conselho de Classe,
h) Conscientização dos alunos na colaboração da limpeza da sala de aula,
não jogando lixo, não rabiscando carteiras nem cortinas,
i) Auxiliando e colaborando no horário do lanche, hino, conscientizando para não cortar a fila, não usar o boné (na hora do Hino),
k) Avisando direção e equipe pedagógica sobre alunos faltosos,
l) Ajudar, combater e erradicar a discriminação racial, cultural e social.

5 Avaliação
A avaliação do plano de trabalho, é importante porque além da necessidade observar o quanto os membros do grêmio e alunos podem crescer com a ajuda e colaboração com a escola, visando ações de melhoria para o ensino e ambiente escolar; podemos observar os procedimentos na correção de rumos, com vistas no aprimoramento de suas ações individuais e coletivas.
Os aspectos que envolvem a avaliação devem ser compartilhados com todos os envolvidos no projeto (alunos, professores, funcionários e pais, não esquecendo a comunidade).
Os resultados das ações desenvolvidas referem-se a todas as fases do mesmo, os quais poderão ser identificados através de: registros, relatórios, entrevistas, reuniões, observações, mudanças de comportamento e melhorias dos indicadores sociais e educativos decorrentes da atuação do jovem/adolescente na comunidade.
Representantes:

Presidente: E. F. O.
Vice-presidente: A. P. P..


Secretário-Geral:
1º Secretário:


Tesoureiro-Geral:
1º Tesoureiro:


Diretor Social:
Suplente:


Diretor de Imprensa:
Suplente:


Diretor de Esportes: .
Suplente:


Diretor de Cultura:
Suplente:


Dir. de Saúde e Meio Ambiente:
Suplente:



2013

Caça palavras de Ingles

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Auto da Barca do Inferno

Antes de mais nada, "auto" é uma designação genérica para peça, pequena representação teatral. Originário na Idade Média, tinha de início caráter religioso; depois tornou-se popular, para distração do povo. Foi Gil Vicente (1465-c. 1537) que introduziu esse tipo de teatro em Portugal.

O "Auto da Barca do Inferno" (c. 1517) representa o juízo final católico de forma satírica e com forte apelo moral. O cenário é uma espécie de porto, onde se encontram duas barcas: uma com destino ao inferno, comandada pelo diabo, e a outra, com destino ao paraíso, comandada por um anjo. Ambos os comandantes aguardam os mortos, que são as almas que seguirão ao paraíso ou ao inferno.

Chegam os mortos
Os mortos começam a chegar. Um fidalgo é o primeiro. Ele representa a nobreza, e é condenado ao inferno por seus pecados, tirania e luxúria. O diabo ordena ao fidalgo que embarque. Este, arrogante, julga-se merecedor do paraíso, pois deixou muita gente rezando por ele. Recusado pelo anjo, encaminha-se, frustrado, para a barca do inferno; mas tenta convencer o diabo a deixá-lo rever sua amada, pois esta "sente muito" sua falta. O diabo destrói seu argumento, afirmando que ela o estava enganando.

Um agiota chega a seguir. Ele também é condenado ao inferno por ganância e avareza. Tenta convencer o anjo a ir para o céu, mas não consegue. Também pede ao diabo que o deixe voltar para pegar a riqueza que acumulou, mas é impedido e acaba na barca do inferno.

O terceiro indivíduo a chegar é o parvo (um tolo, ingênuo). O diabo tenta convencê-lo a entrar na barca do inferno; quando o parvo descobre qual é o destino dela, vai falar com o anjo. Este, agraciando-o por sua humildade, permite-lhe entrar na barca do céu.

O frade e a alcoviteira
A alma seguinte é a de um sapateiro, com todos os seus instrumentos de trabalho. Durante sua vida enganou muitas pessoas, e tenta enganar também o diabo. Como não consegue, recorre ao anjo, que o condena como alguém que roubou do povo.

O frade é o quinto a chegar... com sua amante. Chega cantarolando. Sente-se ofendido quando o diabo o convida a entrar na barca do inferno, pois, sendo representante religioso, crê que teria perdão. Foi, porém, condenado ao inferno por falso moralismo religioso.

Brísida Vaz, feiticeira e alcoviteira, é recebida pelo diabo, que lhe diz que seu o maior bem são "seiscentos virgos postiços". Virgo é hímen, representa a virgindade. Compreendemos que essa mulher prostituiu muitas meninas virgens, e "postiço" nos faz acreditar que enganara seiscentos homens, dizendo que tais meninas eram virgens. Brísida Vaz tenta convencer o anjo a levá-la na barca do céu inutilmente. Ela é condenada por prostituição e feitiçaria.

De judeus e "cristãos novos"
A seguir, é a vez do judeu, que chega acompanhado por um bode. Encaminha-se direto ao diabo, pedindo para embarcar, mas até o diabo recusa-se a levá-lo. Ele tenta subornar o diabo, porém este, com a desculpa de não transportar bodes, o aconselha a procurar outra barca. O judeu fala então com o anjo, porém não consegue aproximar-se dele: é impedido, acusado de não aceitar o cristianismo. Por fim, o diabo aceita levar o judeu e seu bode, mas não dentro de sua barca, e, sim, rebocados.

Tal trecho faz-nos pensar em preconceito antissemita do autor, porém, para entendermos por que Gil Vicente deu tal tratamento a esse personagem, precisamos contextualizar a época em que o auto foi escrito. Durante o reinado de dom Manuel, de 1495-1521, muitos judeus foram expulsos de Portugal, e os que ficaram, tiveram que se converter ao cristianismo, sendo perseguidos e chamados de "cristãos novos". Ou seja, Gil Vicente segue, nesta obra, o espírito da época.

Representantes do judiciário
O corregedor e o procurador, representantes do judiciário, chegam, a seguir, trazendo livros e processos. Quando convidados pelo diabo para embarcarem, começam a tecer suas defesas e encaminham-se ao anjo. Na barca do céu, o anjo os impede de entrar: são condenados à barca do inferno por manipularem a justiça em benefício próprio. Ambos farão companhia à Brísida Vaz, revelando certa familiaridade com a cafetina - o que nos faz crer em trocas de serviços entre eles e ela...

O próximo a chegar é o enforcado, que acredita ter perdão para seus pecados, pois em vida foi julgado e enforcado. Mas também é condenado a ir ao inferno por corrupção.

Por fim, chegam à barca quatro cavaleiros que lutaram e morreram defendendo o cristianismo. Estes são recebidos pelo anjo e perdoados imediatamente.

O bem e o mal
Como você percebeu, todos os personagens que têm como destino o inferno possuem algumas características comuns, chegam trazendo consigo objetos terrenos, representando seu apego à vida; por isso, tentam voltar. E os personagens a quem se oferece o céu são cristãos e puros. Você pode perceber que o mundo aqui ironizado pelo autor é maniqueísta: o bem e o mal, o bom e o ruim são metades de um mundo moral simplificado.

O "Auto da Barca do Inferno" faz parte de uma trilogia (Autos da Barca "da Glória", "do Inferno" e "do Purgatório"). Escrito em versos de sete sílabas poéticas, possui apenas um ato, dividido em várias cenas. A linguagem entre os personagens é coloquial - e é através das falas que podemos classificar a condição social de cada um dos personagens.

Valores de duas épocas
Escrita na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, a obra oscila entre os valores morais de duas épocas: ao mesmo tempo que há uma severa crítica à sociedade, típica da Idade Moderna, a obra também está religiosamente voltada para a figura de Deus, o que é uma característica medieval.

A sátira social é implacável e coloca em prática um lema, que é "rindo, corrigem-se os defeitos da sociedade". A obra tem, portanto, valor educativo muito forte. A sátira vicentina serve para nos mostrar, tocando nas feridas sociais de seu tempo, que havia um mundo melhor, em que todos eram melhores. Mas é um mundo perdido, infelizmente. Ou seja, a mensagem final, por trás dos risos, é um tanto pessimista.

"Lucíola" - resumo da obra de José de Alencar

28/09/2012 21h 45
- Leia a análise de Lucíola

Em cartas que a destinatária, sra. G.M, posteriormente organizaria em livro e faria publicar sob o título de Lucíola, Paulo Dias, o protagonista/narrador/missivista, conta a história de seu relacionamento com uma mulher, explicando inicialmente que não o fazera de viva voz em virtude de, na ocasião de uma visita a que alude, estar presente a neta da própria destinatária, uma menina de 16 anos.

Logo após ter chegado ao RJ, procedente de Olinda, em 1855, com cerca de 25 anos, Paulo foi convidado por um amigo, o sr. Sá, a acompanhá-lo à Festa da Glória, quando lhe atraíra a atenção uma jovem e bela mulher que, de início, em sua simplicidade de provinciano adventício, não identificara como cortesã ( ou prostituta).

Ao ver Lúcia, assim se chamava a mulher, tivera a impressão de já conhecê-la. De fato, à noite lembra-se de que, realmente, já a tinha visto antes, no dia mesmo de sua chegada ao RJ, em um carro elegante puxado por dois fogosos cavalos, e exclamara então para um companheiro de lado: "Que linda menina! Como deve ser pura a alma que mora naquele rosto!" e que gentilmente, após, alcançara-lhe o leque que deixara cair na rua.

Lúcia era, assim, uma mundana de rara beleza e suave aspecto, que faziam parecer uma jovem inocente. Pelo menos, essa foi a impressão de Paulo e que o levou a apaixonar-se, mesmo depois de saber quem era ela.

Tal como a pintou o romancista e se depreende de toda a história, ela era de natureza complexa nas alternativas de sua vida e do seu temperamento. Boa nas intenções, mas devassa na prática da vida que levava; interesseira e avara na conquista do dinheiro fácil e, ao mesmo tempo, generosa ao dar esmolas e na ajuda a parentes; com um passado de luxo e dissipação, se apaixona da maneira mais romântica pelo jovem que nela descobrira bondade e ternura. Enfim, era bem feminina ao parecer tantas numa só. Paulo, no entanto, no entusiasmo da paixão, definiu-a: "Tu és um anjo, minha Lúcia!".

Tendo Paulo visto Lúcia naquela festa da Glória, a ela foi apresentada pelo seu companheiro, que a conhecia e fora seu amante. Mesmo assim ele continuou a idealizá-la, até nas visitas que lhe fez a seguir, francamente inocentes e cordiais. Só algum tempo depois é que se tornaram amantes. Cada vez mais, no entanto, prendia-se a ela por um amor apaixonado que ultrapassava a simples satisfação do sexo. Não a queria como uma mundana lúbrica e sensual, famosa pelos requintes no amor, e sentia que ela também, na maneira de tratá-lo, nos seus silêncios, nos seus beijos e carícias, o amava realmente. A prova maior disso foi o seu afastamento de tudo para dedicar-se a ele. Nem logo brigaram, e ela voltou à vida antiga. Nessas alternativas de brigas e reconciliações, de ciúmes e de arrependimento, chegaram à confissão de suas vidas e à aceitação do amor com que se queriam.

E Lúcia contou-lhe a sua história, declarando para sempre morta a mulher que fora até então; sua família viera morar na Corte e viviam dignamente, até que a epidemia de febre amarela de 1850 atacou todos os seus: pai, mãe, irmãos, tios,...

Somente ela foi poupada, vendo-se obrigada a cuidar dos familiares. Assim foi que, por necessidade, entregou o seu corpo a um ricaço de nome Couto, para conseguir ajuda e apoio. Morreram-lhe a mãe, a tia e dois irmãos; o pai, ao descobrir que ela recebera dinheiro de um homem em paga de sua honra, expulsou-a de casa. Depois disso, o caminho estava aberto à prostituição. Na sua nova vida, então , mudou de nome, pois se chamava realmente Maria da Glória, em devoção a sua madrinha Nossa Senhora da Glória.

Depois de uma longa viagem que fizera à Europa em companhia de um amante, de volta ao Rio só encontrou de sua família uma irmãzinha de nome Ana, a quem tomou sob sua proteção e a pôs num colégio.

Após tal confissão, de que resultou um perfeito entendimento entre os dois, Lúcia foi morar numa casinha de Santa Teresa, que alugara, em companhia da irmã. Afastou-se da vida mundana para receber apenas a visita de Paulo. No ambiente bucólico daquele bairro viveram os dois um idílio simples. Passeavam nos arredores de mãos dadas como dois namorados, e nessa busca da inocência perdida, ela até se recusava, periodicamente a ser de novo sua amante. É que ela agora já adotando outra vez seu nome de batismo, Maria da Glória, estava esperando um filho de Paulo.

Mas o idílio em que viviam durou pouco. Lúcia sofreu um aborto e, ante a recusa de tomar remédio para expelir o feto sem vida, faleceu de infecção, confessando a Paulo que o amava perdidamente desde o primeiro encontro. Pediu-lhe que cuidasse de sua irmãzinha Ana, a quem deixara em testamento a sua fortuna, cerca de cinquenta contos de réis, como se fosse sua própria filha. A princípio queria que ele se casasse com Ana, mas, ante sua recusa, pediu-lhe que a protegesse, e morreu dizendo-se sua noiva eterna, sua noiva no céu.

Personagens
Lúcia (Maria da Glória): com apenas 19 anos de idade, é uma das cortesãs mais ricas do Rio de Janeiro. Com olhos escuros e cabelos ondulados igualmente escuros, é bela e refinada, sendo cobiçada pelos homens e invejada pelas mulheres. 
Paulo: natural de Olinda (Pernambuco), é um jovem ingênuo de 25 anos recém-chegado ao Rio de Janeiro. Apesar de não ter muito dinheiro, envolve-se com Lúcia.
Sá: tem 30 anos e é um grande amigo de Paulo. É ele quem apresenta Lúcia a Paulo.
Ana: irmã mais nova de Lúcia, e é muito parecida com ela.
Laura e Nina: trabalham junto com Lúcia, mas a invejam.
Cunha: mesmo casado teve um caso com Lúcia, mas esta o deixou após ver a esposa de Cunha muito triste.
Couto: aproveita-se de Lúcia quando ela tinha 14 anos.

Sobre José de Alencar
José de Alencar nasceu em Fortaleza, Ceará, no dia primeiro de maio de 1829. Formado em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, teve intensa carreira política como deputado, ministro e outros cargos. Em 1856 publica seu primeiro romance, Cinco Minutos, seguido por "A Viuvinha" (1857). Porém, é com "O Guarani" (1857) que José de Alencar torna-se um escritor reconhecido pelo público e pela crítica. Vitimado pela tuberculose, faleceu no Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 1877.

Sua obra é dividida em quatro fases e é tida como uma das maiores representações do Romantismo brasileiro. A primeira, a dos romances indianistas, tem suas maiores obras: "Iracema" (1865), "Ubirajara" (1874) e "O Guarani". A segunda fase, a dos romances históricos, temos "Minas de Prata" (vol. 1: 1865; vol. 2: 1866) e "Guerra dos Mascates" (vol. 1: 1871; vol. 2: 1873). A terceira fase é a dos romances regionalistas e tem como representantes as obras "O Gaúcho" (1870), "O Tronco do Ipê" (1871) e "Til" (1871). Por fim, a última fase é a dos romances urbanos, onde temos "Lucíola" (1862), "Diva" (1864) e "A pata da Gazela" (1870).

sábado, 8 de junho de 2013

Resumo do livro Vidas Secas

"Vidas Secas", romance publicado em 1938, retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. A obra pertence à segunda fase modernista, conhecida como regionalista, e é qualificada como uma das mais bem-sucedidas criações da época.

O estilo seco de Graciliano Ramos, que se expressa principalmente por meio do uso econômico dos adjetivos, parece transmitir a aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão.

- Leia a análise de Vidas Secas

Resumo
O livro possui 13 capítulos que, por não terem uma linearidade temporal, podem ser lidos em qualquer ordem. Porém, o primeiro, "Mudança", e o último, "Fuga", devem ser lidos nessa sequência, pois apresentam uma ligação que fecha um ciclo. "Mudança" narra as agruras da família sertaneja na caminhada impiedosa pela aridez da caatinga, enquanto que em "Fuga" os retirantes partem da fazenda para uma nova busca por condições mais favoráveis de vida. Assim, pode-se dizer que a miséria em que as personagens vivem em Vidas Secas representa um ciclo. Quando menos se espera, a situação se agrada e a família é obrigada a se mudar novamente.

Fabiano é um homem rude, típico vaqueiro do sertão nordestino. Sem ter frequentado a escola, não é um homem com o dom das palavras, e chega a ver a si próprio como um animal às vezes. Empregado em uma fazenda, pensa na brutalidade com que seu patrão o trata. Fabiano admira o dom que algumas pessoas possuem com a palavra, mas assim como as palavras e as ideias o seduziam, também cansavam-no.

Sem conseguir se comunicar direito com as pessoas, entra em apuros em um bar com um soldado, que o desafiaram para um jogo de apostas. Irritado por perder o jogo, o soldado provoca Fabiano o insultando de todas as formas. O pobre vaqueiro aguenta tudo calado, pois não conseguia se defender. Até que por fim acaba insultando a mãe do soldado e indo preso. Na cadeia pensa na família, em como acabou naquela situação e acaba perdendo a cabeça, gritando com todos e pensando na família como um peso a carregar.

Sinha Vitória é a esposa de Fabiano. Mulher cheia de fé e muito trabalhadora. Além de cuidar dos filhos e da casa, ajudava o marido em seu trabalho também. Esperta, sabia fazer contas e sempre avisava ao marido sobre os trapaceiros que tentavam tirar vantagem da falta de conhecimento de Fabiano. Sonhava com um futuro melhor para seus filhos e não se conformava com a miséria em que viviam. Seu sonho era ter uma cama de fita de couro para dormir.

Nesse cenário de miséria e sem se darem muita conta do que acontecia a seu redor, viviam os dois meninos. O mais novo via na figura do pai um exemplo. Já o mais velho queria aprender sobre as palavras. Um dia ouviu a palavra "inferno" de alguém e ficou intrigado com seu significado. Perguntou a Sinhá Vitória o que significava, mas recebeu uma resposta vaga. Vai então perguntar a Fabiano, mas esse o ignora. Volta a questionar sua mãe, mas ela fica brava com a insistência e lhe dá um cascudo. Sem ter ninguém que o entenda e sacie sua dúvida, só consegue buscar consolo na cadela Baleia.

Um dia a chuva chega (o "inverno") e ficam todos em casa ouvindo as histórias de Fabiano. Histórias essas que ele nunca tinha vivido, feitos que ele nunca havia realizado. Em meio a suas histórias inventadas, Fabiano pensava se as coisas iriam melhorar dali então. Para o filho mais novo, as sombras projetadas pela fogueira no escuro deixava o pai com um ar grotesco. Já o mais velho ouvia as histórias de Fabiano com muita desconfiança.

O Natal chegou e a família inteira foi à festa da cidade. Fabiano ficou embriagado e se sentia muito valente, só pensando em se vingar do soldado que lhe colocou atrás das grades. Uma hora, cansado de seu próprio teatro, faz de suas roupas um travesseiro e dorme no chão. Sinha Vitória estava cansada de cuidar do marido embriagado e ter que olhar as crianças também. Em um dado momento, ela toma coragem para fazer o que mais estava com vontade: encontra um cantinho e se abaixa para urinar. Satisfeita, acende uma piteira de barro e fica a sonhar com a cama de fitas de couro e um futuro melhor.

No que talvez seja o momento mais famoso do livro, Fabiano vê o estado em que se encontrava Baleia, com pelos caídos e feridas na boca, e achou que ela pudesse estar doente. O vaqueiro resolve, então, sacrificar a cadela. Sinhá Vitória recolhe os filhos, que protestavam contra o sacrifício do pobre animal, mas não havia outra escolha. O primeiro tiro acerta o traseiro de Baleia e a deixa com as patas inutilizadas. A cadela sentia o fim próximo e chega a querer morder Fabiano. Apesar da raiva que sentia de Fabiano, o via como um companheiro de muito tempo. Em meio ao nevoeiro e da visão de uma espécie de paraíso dos cachorros, onde ela poderia caçar preás à vontade, Baleia morre sentindo dor e arrepios. 

E assim a vida vai passando para essa família sofredora do sertão nordestino. Até que um dia, com o céu extremamente azul e nenhuma nuvem à vista, vendo os animais em estado de miséria, Fabiano decide que a hora de partir novamente havia chegado. Partiram de madrugada largando tudo como haviam encontrado. A cadela Baleia era uma imagem constante nos pensamentos confusos de Fabiano. Sinhá Vitória tentava puxar conversa com o marido durante a caminhada e os dois seguiam fazendo planos para o futuro e pensando se existiria um destino melhor para seus filhos. 

Lista de Personagens
Baleia: cadela que é tratada como membro da família. Pensa, sonha e age como se fosse gente.
Sinhá Vitória: mulher de Fabiano. Mãe de 2 filhos, é batalhadora e inconformada com a miséria em que vivem. É esperta e sabe fazer conta, sempre prevenindo o marido sobre trapaceiros.
Fabiano: vaqueiro rude e sem instrução, não tem a capacidade de se comunicar bem e lamenta viver como um bicho, sem ter frequentado a escola. Ora reconhece-se como um homem e sente orgulho de viver perante às adversidades do nordeste, ora se reconhece como um animal. Sempre a procura de emprego, bebe muito e perde dinheiro no jogo.
Filhos: o mais novo admira a figura do pai vaqueiro, integrado à terra em que vivem. Já o mais velho não tem interesse nessa vida sofrida do sertão e quer descobrir o sentido das palavras, recorrendo mais à mãe. 
Patrão: fazendeiro desonesto que explorava seus empregados, contrata Fabiano para trabalhar.

Sobre Graciliano Ramos
Graciliano Ramos de Oliveira nasceu em Quebrangulo, Alagoas, em 27 de outubro de 1892. Terminando o segundo-grau em Maceió, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como jornalista durante alguns anos. Em 1915 volta para o Alagoas e casa-se com Maria Augusta de Barros, que falece em 1920 e o deixa com quatro filhos.

Trabalhando como prefeito de uma pequena cidade interiorana, foi convencido por Augusto Schmidt a publicar seu primeiro livro, "Caetés" (1933), com o qual ganhou o prêmio Brasil de Literatura. Entre 1930 e 1936 morou em Maceió e seguiu publicando diversos livros enquanto trabalhava como editor, professor e diretor da Instrução Pública do Estado. Foi preso político do governo Getúlio Vagas enquanto se preparava para lançar "Angústia", que conseguiu publicar com a ajuda de seu amigo José Lins do Rego em 1936. Em 1945 filia-se ao Partido Comunista do Brasil e realiza durante os anos seguintes uma viagem à URSS e países europeus junto de sua segunda esposa, o que lhe rende seu livro "Viagem" (1954).

Artista do segundo movimento modernista, Graciliano Ramos denunciou fortemente as mazelas do povo brasileiro, principalmente a situação de miséria do sertão nordestino. Adoece gravemente em 1952 e vem a falecer de câncer do pulmão em 20 de março de 1953 aos 60 anos.