Desesperado, ele é vítima de um ataque dos dementadores, que parecem ter abandonado Azkaban
Quando tudo parece se tornar cada vez mais sombrio, a vida de Harry é invadida por vários bruxos que o retiram da casa dos tios e o levam à casa de Sirius, a qual agora é a sede da Ordem da Fênix, encarregada de proteger Harry e um segredo oculto no prédio do Ministério.
Na residência secreta do padrinho o herói reencontra seus amigos, mas sua raiva está cada vez mais latente, bem como seu desejo obsessivo de descobrir o que está oculto atrás da estranha porta no fim do corredor, que o persegue insistentemente em sonhos, local que ele imagina ser o refúgio do misterioso objeto guardado por seus amigos e desejado também por Voldemort.
Este volume de Harry Potter apresenta dilemas emocionais profundos, traduzidos especialmente por uma estranha conexão entre as mentes do herói e a de Voldemort. Harry é obrigado a se debater com um poderoso inimigo, sua própria sombra. Ele se volta para seu interior e questiona seus próprios sentimentos. Em alguns momentos chega a brigar radicalmente com os amigos e a duvidar de si mesmo.
Alguns personagens fascinantes entram nesta trama. Luna Lovegood é uma delas; aluna de Hogwarts, amiga de Gina Weasley, filha de um jornalista, editor de um jornal considerado exótico por todos, assim como ela mesma é vista pelas pessoas como uma garota excêntrica e meio maluca. Ela se torna muito amiga de Harry, pois ambos têm em comum a perda de alguém muito querido – Luna é órfã de mãe.
Na Ordem da Fênix destacam-se Mundungo Fletcher, um trapaceiro contrabandista; Remus Lupin, antigo professor de Hogwarts que se transforma eventualmente em lobisomem; e a bruxa Nymphadora Tonks, que odeia seu nome e está sempre realizando pequenas metamorfoses em sua face e nos cabelos.
Este quinto livro é, entre todos, um dos mais intensos e densos, pois apresenta fortes contrastes emocionais no personagem, despindo-o da aura de herói tradicional, no qual parece habitar apenas a luz. Aqui trevas e luzes estão o tempo todo em relação profundamente dialética, não apenas no confronto entre a Ordem da Fênix e os Comensais da Morte, mas particularmente no interior de cada personagem, principalmente de Harry Potter, que precisa relembrar mais que nunca do poder do amor.
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